a casa dos meus sonhos,
não é grande nem pequena -
tem o tamanho certinho,
para abrigar um amor.
sua aparência é graciosa,
encanta os olhos que passam.
coloridas floreiras nas janelas,
deixam um perfume gostoso no ar.
logo na entrada há uma varanda
com mesinhas e cadeiras arrumadas.
entre as pilastras, fica uma rede,
num cantinho discreto, uma namoradeira,
para em noites de lua cheia
ficarmos eu e você a conversar.
é bem mimosa esta casinha...
alegre, aconchegante e fresquinha
como convém a um Doce Lar.
no quintal tem uma jabuticabeira
amoras, frutas do conde e uma parreira
que fazem a festa para o paladar.
esta casinha tão simpática
tem um endereço especial:
fica na Rua da Esperança
esquina com a Rua da Conquista
conta os sonhos de uma vida
guarda os desejos do coração.
esta casa tão perfeita...
que não é muito grande,
muito menos pequenina
a felicidade pensou e criou -
com toda a certeza,
só para abrigar o nosso amor...
À casa que um dia sonhei...
blog
terça-feira, 20 de julho de 2010
Só um mero impulso
Seu olhar se alonga, a percorrer o horizonte à sua frente, onde nuvens escurecidas fecham a visão. No final de uma tarde qualquer, cai uma chuva fina, fria, monótona, constante... Seu coração se aperta e se irmana com a tristeza expressa na natureza, enquanto percorre caminhos de fora e de dentro. Seu pensamento flutua! Esforça-se por soltar os fios embaraçados do velho novelo, para tecer um final diferente para a sua história - antes que passe ou acabe! Precisa encontrar a ponta da meada, mas o fato concreto é que mais uma vez ela lhe escapa!
Enquanto segue um fio e outro de seus pensamentos, seu olhar sai pelo retrovisor. Surpreende-se! Através do espelho avista o caminho que segue em sentido oposto. Tenuemente iluminado pelo sol do entardecer que se mistura com a chuva, forma uma visão tão encantadora que segura seu pensamento! O contraste da cena desperta-lhe a vontade de dar meia volta e seguir naquela direção, que parece terminar dentro do último raio de sol! Mas, é só um mero impulso, que o horário já apertado para chegar à reunião a inibe de colocar em prática. Porém, a imagem fica presa nos seus pensamentos e segue com ela, como uma vontade a realizar. Leva dentro de si a beleza e a promessa do sonho... enquanto dirige no rumo já estabelecido, no final de uma tarde qualquer, enquanto cai a mesma chuva fina, fria, monótona, constante...
Ao acompanhar a cena que transcorre na tela à minha frente, detive-me a pensar... Quantas vezes já passei por situações semelhantes? Quantas vezes já senti vontade de virar o jogo, seguir meus impulsos, arriscar o novo, fazer uma direção oposta à originalmente escolhida? Na maioria das vezes, os velhos padrões, limites e compromissos arrastam-me para a frente! Ainda que não sejam as opções escolhidas pelo meu coração; ainda que não sejam aquelas que podem fazer de mim um ser mais feliz! E deixo o instante, o fato, a oportunidade ou a pessoa que pode ser única, passar ao largo de minha história...
Uma lição de amor
Nesta grande jornada da vida,
Muitos caminhos se unem,
Outros, apenas se cruzam,
Alguns poucos permanecem sempre juntos,
Mesmo separados pelo espaço.
Acasos não acontecem nesta terra!
Se nem sempre encontramos o porquê,
Podemos buscar o para que.
Promover conhecimento mútuo,
Expansão de consciências.
Fazer da luta crescimento,
Tão necessário à nossa humana evolução!
Conviver com vocês trouxe alegria,
Mais que um presente de Deus,
Foi lição de amor,
Ensinamento de como viver,
De como doar, sem esperar de volta receber!
Grande batalhas foram vencidas,
Muitas vidas ampliadas,
Corações fortalecidos!
Vou em frente, mas deixo aqui parte do meu.
Levo neste novo coração,
O que pude aprender com vocês!
Muitos caminhos se unem,
Outros, apenas se cruzam,
Alguns poucos permanecem sempre juntos,
Mesmo separados pelo espaço.
Acasos não acontecem nesta terra!
Se nem sempre encontramos o porquê,
Podemos buscar o para que.
Promover conhecimento mútuo,
Expansão de consciências.
Fazer da luta crescimento,
Tão necessário à nossa humana evolução!
Conviver com vocês trouxe alegria,
Mais que um presente de Deus,
Foi lição de amor,
Ensinamento de como viver,
De como doar, sem esperar de volta receber!
Grande batalhas foram vencidas,
Muitas vidas ampliadas,
Corações fortalecidos!
Vou em frente, mas deixo aqui parte do meu.
Levo neste novo coração,
O que pude aprender com vocês!
Terra de Deus e dos homens
A cada instante que vivemos, podemos constatar a grandiosidade de DEUS e da Natureza enquanto, na maior parte das vezes acompanhamos pelos jornais diários, a pequenez e limitação das ações dos homens. Enquanto os primeiros expandem a vida e a nossa consciência, criando e renascendo naturalmente, os últimos resolvem seus problemas unilateralmente, ao tempo que destroem e criam problemas maiores ao seu redor...
Contudo, é necessário nos mantermos firmes como aquela rocha que, sob a ação das forças da natureza e das intempéries, transmuta-se e torna-se mais bonita! Este talvez seja o grande salto, o grande segredo que devemos aprender... Não podemos deixar que as dificuldades sejam maiores do que a nossa capacidade de vencê-las. Ao final de tudo, sempre temos algo para agradecer a Deus, por pior que possa parecer o momento atual.
Contudo, é necessário nos mantermos firmes como aquela rocha que, sob a ação das forças da natureza e das intempéries, transmuta-se e torna-se mais bonita! Este talvez seja o grande salto, o grande segredo que devemos aprender... Não podemos deixar que as dificuldades sejam maiores do que a nossa capacidade de vencê-las. Ao final de tudo, sempre temos algo para agradecer a Deus, por pior que possa parecer o momento atual.
“LUGAR DE GENTE FELIZ”
O quadrinho colorido e simpático, lembrança de uma alegre viagem, está centralizado no pequeno espaço atrás da bancada da cozinha: “Aqui tem gente feliz”. A frase tanto pode ser entendida como um convite, presságio de novos tempos ou apenas um esforço para se sentir assim. Esse tema pode render muitas folhas ou telas escritas sentidamente e a mente divaga entre as possibilidades... Tudo ao redor combina com o romântico quadrinho. Cada cômodo e cada peça remetem a um estado de ânimo alegre, descontraído e espírito jovem.
No espaço à direita da sala, vindo da parte íntima da casa, pode-se ver a delicadeza de pequeninas florzinhas saindo de um vaso de vidro, enquanto um par de amaríles brancas iluminam o centro da mesinha de jantar, contrastando com a textura em tom ocre da parede em frente à porta de entrada. Mesmo reduzido, o ambiente é aconchegante, convite para conversas intermináveis, se confortavelmente acomodados no sofá de dois lugares. À frente e à esquerda tem um barzinho. Sobre a bancada de mármore bege fica a foto de um rosto antigo, emoldurada em branco e uma delicada bailarina com vestido de cabaça. Descendo do teto, um esotérico vasinho de vidro com penduricalhos, contendo um buquê de florzinhas amarelas. Ao fundo, de um lado uma cristaleira na parede, do outro uma janela que se abre para o verde de árvores, sobreposto ao azul do céu. Em frente ao primeiro sofá, duas poltronas individuais formam o círculo invisível das amizades que se encontram para confraternizar. No corredor, de frente para a porta da sala, o banheiro tem um grande espelho, que reflete um orquídea vertical em tons de rosa, rodeada com diferentes perfumes - a primeira, para agradar os olhos e, os outros, para despertar os sentidos. Um dos quartos, o maior e o mais marcante deles, é um mundo em miniatura. Tem uma estante de livros e lembranças de viagens pelo mundo, fotos de rostos atuais e outros mais antigos, unidos pela alegria do mesmo sorriso. A cama ampla e confortável estimula o sono, os sonhos, leituras sob a luz de cabeceira, umas vezes com os travesseiros molhados de lágrimas, outras vezes cobertos de esperanças, que se esparramam por todos os lados. Tudo inspira aconchego, confissões felizes, amores intermináveis, mesmo quando parecem impossíveis. Afinal, nesse lugar de gente feliz, tudo pode se tornar possível!
No espaço à direita da sala, vindo da parte íntima da casa, pode-se ver a delicadeza de pequeninas florzinhas saindo de um vaso de vidro, enquanto um par de amaríles brancas iluminam o centro da mesinha de jantar, contrastando com a textura em tom ocre da parede em frente à porta de entrada. Mesmo reduzido, o ambiente é aconchegante, convite para conversas intermináveis, se confortavelmente acomodados no sofá de dois lugares. À frente e à esquerda tem um barzinho. Sobre a bancada de mármore bege fica a foto de um rosto antigo, emoldurada em branco e uma delicada bailarina com vestido de cabaça. Descendo do teto, um esotérico vasinho de vidro com penduricalhos, contendo um buquê de florzinhas amarelas. Ao fundo, de um lado uma cristaleira na parede, do outro uma janela que se abre para o verde de árvores, sobreposto ao azul do céu. Em frente ao primeiro sofá, duas poltronas individuais formam o círculo invisível das amizades que se encontram para confraternizar. No corredor, de frente para a porta da sala, o banheiro tem um grande espelho, que reflete um orquídea vertical em tons de rosa, rodeada com diferentes perfumes - a primeira, para agradar os olhos e, os outros, para despertar os sentidos. Um dos quartos, o maior e o mais marcante deles, é um mundo em miniatura. Tem uma estante de livros e lembranças de viagens pelo mundo, fotos de rostos atuais e outros mais antigos, unidos pela alegria do mesmo sorriso. A cama ampla e confortável estimula o sono, os sonhos, leituras sob a luz de cabeceira, umas vezes com os travesseiros molhados de lágrimas, outras vezes cobertos de esperanças, que se esparramam por todos os lados. Tudo inspira aconchego, confissões felizes, amores intermináveis, mesmo quando parecem impossíveis. Afinal, nesse lugar de gente feliz, tudo pode se tornar possível!
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Lembranças adormecidas
como se tocadas
por mágico condão
sente o despertar
de velhas lembranças
hibernadas
dentro de si
tão inertes estavam
acreditou
que não tinham mais vida
no espaço tempo
já tão distantes
do seu coração
porém, resurgem fortes
e de tão vivas
o presente se explica
o passado se confirma
com a mesma realidade
a mesma alegria
a mesma dor
mesmo que nada
se repita igual
rápido
temores e dúvidas
se instalam
tentam formar
uma barreira de proteção
querem deter a invasão
de velhos conhecidos
sentimentos.
mas, já se faz tarde
eles já ocuparam
outra vez
o coração...
por mágico condão
sente o despertar
de velhas lembranças
hibernadas
dentro de si
tão inertes estavam
acreditou
que não tinham mais vida
no espaço tempo
já tão distantes
do seu coração
porém, resurgem fortes
e de tão vivas
o presente se explica
o passado se confirma
com a mesma realidade
a mesma alegria
a mesma dor
mesmo que nada
se repita igual
rápido
temores e dúvidas
se instalam
tentam formar
uma barreira de proteção
querem deter a invasão
de velhos conhecidos
sentimentos.
mas, já se faz tarde
eles já ocuparam
outra vez
o coração...
Marcas da alma...
As feridas do corpo, depois de cicatrizadas, não doem mais... As da alma, são mais sutis, por vezes voltam a sangrar, causando danos maiores que os físicos. Nos dois casos, não cabe questionar o destino. Seja qual for a posição - contra ou à favor, não adianta reclamar, se amargurar... Ele é cego e surdo a sofrimentos e contra-argumentações. As coisas apenas acontecem. “Azar” ou “sorte” são conceitos mutáveis - variam conforme a referência.
Depois do fato consumado, o que fica na alma ou no corpo, são as marcas.. Algumas leves. Algumas surgem e somem facilmente. Outras são tão profundas que nada as pode apagar... Marcam como ferro em brasa as camadas mais recônditas do ser. É ai que tem início o que, realmente, depende de nós. É um trabalho interno, diário, paciente. Limpar os escombros para de novo edificar! Aprender e crescer com os fatos – sejam eles quais forem! Esta é a suprema alquimia de transformar o bruto carvão em diamante! Carvão e diamante que co-existem dentro de nós...
Dói lapidar a si mesmo? Dói! Não estamos habituados com tamanha humildade - admitir e abrir mão das próprias deficiências! Mas, podemos nos tornar melhores - a cada experiência, a cada grande sofrimento, a cada pequena ou grande alegria! Ou, ao contrário. Apenas deixar que os fatos passem, ou nos afogarmos em mágoas, queixas e auto-piedade, sem bem sairmos do lugar.
Quando aprendemos a transcender - às nossas pequenezas ou às do outro, começamos a valorizar e amar o que realmente é importante! Este é o quilate verdadeiro que podemos conferir à nossa própria alma! As marcas podem desaparecer ou ficar impressas eternamente. Mas, quando transmutadas, embelezam a alma – nos tornam mais humanos, muito mais que simplesmente... belos mortais.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
"Deadline"
"Fim da linha" é uma expressão bem familiar aos meus ouvidos e ao meu olhar, já que minha casa da infância ficava em frente a uma estação da Central do Brasil, lá pelas bandas do interior de Minas. Recordo-me que os trilhos terminavam bem diante de um paredão e ali havia o lugar das manobras, para a locomotiva retornar. Hoje a vejo acrescida do significado de prazo final ou “deadline”, como é chamada “na linguagem dos projetos, negócios e marketing, para especificar que o prazo para entrega de determinada tarefa está chegando ao fim”.
Esta é uma expressão que me faz refletir em vários outros aspectos. Por exemplo, mesmo quando a esperança e o otimismo permeiam as atitudes e acontecimentos do dia a dia, sabemos, ou deveríamos saber, que existe um prazo limite, um final de linha para tudo que desejamos ou planejamos fazer acontecer em nossa vida. A natureza mostra esta realidade a todo instante – no prazo de amadurecimento de uma fruta, no limite de tempo para os ovos chocarem e se tornarem pintinhos etc., mesmo que a tecnologia tente fazer as vezes da natureza. Depois que ele se esgota, não adianta esperar mais, pois já não existe a possibilidade de se concretizar o feito – por algum motivo o processo foi malogrado!
São muitas as vezes em que nos deparamos com esse momento em nossas vidas e, mesmo assim, quase sempre vivemos como se ele nunca fosse acontecer – seja por excesso de otimismo ou excesso de ilusão. Mesmo considerando que devemos ser pacientes, não deveria, contudo, nos faltar o discernimento para sabermos que nada nem ninguém espera para sempre. Quando menos estamos preparados, percebemos que perdemos o prazo para cuidar da saúde, segurar o amor, fazer o contrato, a prova, o voo etc.; perdemos o prazo para viver... O fato se consuma diante de nós como se fosse um aviso publicitário, escrito com tubos de néon: “Deadline” – seja acionado por nós mesmos, pelo outro ou pelas circunstâncias da vida. Chegamos ao prazo limite, mesmo que nem sempre ele seja verbalizado ou previamente avisado. Em muitos casos vem a revolta, angústia, tristeza, um arrependimento tardio. Acreditávamos que tínhamos um tempo sem limites para decidirmos e fazermos acontecer. Mas, não temos!
Por isso, fique atento e assuma de forma consciente o controle dos fios que conduzem sua vida e seu destino. Não deixe chegar ao fim da linha sem antes ter feito acontecer seus sonhos!
Mágico espetáculo
tira castelos da cartola
faz mágica com lembranças
desperta o assombro da platéia
transforma em verdades
as ilusões mais secretas.
cada um no seu momento
novos personagens se apresentam
um faz rir como palhaço
outro faz malabarismos
atores diferentes reinventam, dia a dia
fatos de uma mesma história.
caminha sobre o fio da navalha
os pés se movem numa dança imaginária
abre os braços, os olhos cerra.
em passo igual prossegue,
já não como espetáculo:
só outra coisa natural da vida...
Um segundo olhar sobre os fatos
O que hoje nos parece injusto, passado o tempo e um segundo olhar sobre os fatos, constatamos que aconteceu exatamente o que era do tamanho da nossa necessidade. Nenhuma peça no tabuleiro de nossa vida foi, está ou será colocada em discordância com as leis que regem todo o criado. Tudo cumpre um propósito de aprendizado e crescimento, não falando aqui com qualquer pensamento ou atitude de religiosidade. O tempo é o grande senhor que cura todos os males, que esclarece enigmas, que coloca os fatos sob um foco real.
Acontece, com freqüência, que no fogo dos acontecimentos, não conseguimos vislumbrar o mais além e muitas vezes levamos anos para confirmar esse outro lado da história. Ou nunca descobrimos e nos tornamos seres amargos e ressentidos com Deus, com as pessoas, com a vida – e acabamos por perder a grande oportunidade de sermos felizes, não importa para que lado os fatos cotidianos nos levem.
Acontece, com freqüência, que no fogo dos acontecimentos, não conseguimos vislumbrar o mais além e muitas vezes levamos anos para confirmar esse outro lado da história. Ou nunca descobrimos e nos tornamos seres amargos e ressentidos com Deus, com as pessoas, com a vida – e acabamos por perder a grande oportunidade de sermos felizes, não importa para que lado os fatos cotidianos nos levem.
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