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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Banho de Chuva

 
 
Ela olhava a chuva que, literalmente, desabava do céu! Nuvens escuras se alternavam com pequenas ilhas azuis, por onde escapavam alguns tímidos raios de sol, que pareciam brincar de pique esconde no céu. Trovões ecoavam ameaçadores, intimidando aqueles que ainda pensavam se arriscar a sair de casa. O barulho era ensurdecedor e sugeria uma grande briga no céu! Mas, quando seus olhos desceram para buscar a terra, capturaram uma cena, no mínimo surpreendente! Na rua que ficara deserta precipitadamente, três crianças saltavam sobre as poças d’água que se formaram no asfalto. Seus vultos, desenhados contra um resto de luz, espalhavam a água da enxurrada no ar que, transformada em pequenas gotículas, se misturava outra vez com a chuva. Os pequenos corpos encharcados, assim livres, movimentavam-se se como se estivessem a ensaiar o balé de uma sinfonia inaudível. Braços e mãos para cima, pareciam fazer uma prece de agradecimento à natureza. A luz mortiça do dia escurecido prematuramente tornava a cena quase irreal e mexeu com a sua imaginação. Capturada pelos olhos, chamou outras imagens similares, que estavam guardadas no seu coração de mulher, que também já foi ...

“aquela menina franzina,
que nasceu no interior de minas,
brincava de pique, de pular corda,
de corre cutia, de cirandinha,
de fazer tudo que o rei mandava
- criança, era feliz e nem sabia!”

Um comentário:

Anônimo disse...

Lindo...
Essa semana eu li uma frase do autor George Bernard Shaw que e assim:
"A juventude e uma coisa maravilhosa. E um crime desperdica-la nas criancas."

Rsrsr

Pollyana Avelar